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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Decisões

Sempre odiei tomar decisões. E quanto mais importantes são, pior.

À medida que as pessoas crescem a questão das decisões agrava-se. É preciso tomar cada vez mais decisões e elas vão-se tornando cada vez mais importantes.

Eu gostava que tomassem decisões por mim.

 

Neste momento, preciso que alguém decida por mim o que vou fazer depois do meu estágio. Trabalhar ou fazer mestrado? Em qualquer dos casos: em quê? E onde? Em Portugal ou fora?

 

E o pior é que estou convencidíssima que estas três decisões vão decidir o rumo da minha vida. E eu que não gosto de coisas definitivas...

Ai ai

 



publicado por Undómiel às 23:05
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
o tempo

Lembro-me de há uns meses atrás falar com alguém sobre a maneira como as pessoas dizem sempre "ah, eu não tenho tempo para isso". "Isso" seriam coisas como ir ao ginásio, fazer desporto ao ar livre, comer bem, sair com os amigos, ir ao cinema...

O meu interlocutor dizia que a falta de tempo era uma desculpa esfarrapada e que quem realmente quer fazer coisas arranja, de alguma maneira, tempo para elas. A minha posição não era tão intransigente mas ia numa direcção muito próxima dessa. Hoje, percebo que não é bem assim.

Não é que "as pessoas crescidas" não tenham, efectivamente, tempo para nada. É que o trabalho é tão desgastante que o tempo que as pessoas tem livre, efectivamente parece nem merecer o título de "tempo". Agora que sou "uma espécie de trabalhadora do tipo 8 horas por dia" percebo. Ao fim de 8horas de trabalho, mesmo que sejam horas passadas sentada em frente a um computador, são altamente desgastantes. Quando chegam ao fim eu dou graças a deus e declaro-me esgotada, incapaz de fazer seja o que for nos próximos tempos.

Há umas semanas ponderei a hipótese de ir para um ginásio. Como as pessoas de que falava no início deste post o que me passou pela cabeça foi "não tenho tempo". E tenho pensado no assunto. Na verdade, depois de sair do trabalho o ginásio continua aberto durante um par de horas. Em termos absolutos, eu tenho tempo. Mas não conseguiria. Sabe-me muito bem o regresso a casa com o fresco a dar na cara e o nariz a congelar mas algo que exigisse mais que uma mente absolutamente vazia é impossível no fim de um dia de trabalho.

 

Não ando a ser explorada nem nada do género. Mas começo a achar que, ou não fui feita para trabalhar num sítio fechado ou então não sei trabalhar.



publicado por Undómiel às 21:16
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