pesquisar   


Segunda-feira, 25 de Junho de 2012
Voltar ou não voltar

Hoje, por qualquer razão, lembrei-me de espreitar as estatísticas deste blog. Já o dei como "morto" várias vezes, e por várias vezes voltei a escrever. É certo que pouco depois o entusiasmo se dilui.

Esta visita de hoje ao google analytics obrigou-me a voltar a escrever aqui. Depois de reler alguns posts, fiquei cheia de pena que as estatísticas mais recentes sejam de 0 visitas.
Também sei que não posso prometer voltar a postar em breve, mas fica o marco de que ainda me preocupe com este cantinho roxo da internet. Caso volte a inspiração, talvez escreva qualquer coisa. Ultimamente, o assunto da existência deste espaço tem vindo à baila umas quantas vezes. Talvez isto seja a natureza (ou seja o que for que reje a aleatoriedade não numérica do mundo virtual) a querer dizer qualquer coisa. 



publicado por Undómiel às 20:47
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Os 23 anos...

Ainda não cheguei aos 23 anos, mas à medida que os meus amigos que nasceram no mesmo ano que eu vão chegando, a minha reflexão vai progredindo. Não é que goste de sofrer por antecipação, é mais que gosto de pensar em coisas que não ajudam a mudar o mundo.

Essas minhas sessões de pensamento mais ou menos inútil conduziram-me à seguinte conclusão: "os 23 anos fazem parte do 'no man's land' das idades". O 'no man's land' das idades é, basicamente, o período que inclui as idades "sem personalidade". Os 20s marcam a transição entre a juventude e a adultez. Quando convém, diz-se que uma pessoa de 20 e poucos anos é um jovem, quando não convém, diz-se que se trata de um adulto responsável.

Durante a infância, dizem, a nossa consciência ainda não nos permite ser responsáveis porque ainda estamos a aprender o verdadeiro significado do conceito "responsabilidade". Depois disso, durante os "teen" temos direito a fazer dramas para aprender o que é isso de responsabilidade e a sociedade perdoa-nos as crises a que chama de "crises da adolescência". Depois disso, as crises começam a ser um caso mais sério e a responsabilidade é uma característica essencial do cidadão. Ainda assim, é comum falar-se da "crise dos 30" ou da "crise da meia-idade", etc. Nunca se ouve falar da "crise dos 20" ou da "crise dos 23".

Conclui-se, portanto, que o período que forma a "no man's land das idades" corresponde ao período da vida em que o potencial de felicidade atinge o seu pico. É o único período em que a consciência totalmente desenvolvida e conhecedora do conceito "responsabilidade" se consegue descolar das crises. Depois da crise da adolescência, sendo olhado como uma pessoa a ter em conta e com um contributo a dar ao mundo, mas ainda longe da crise dos 30, alguém com uma idade entre os 20 e os 25 pode ser a pessoa mais feliz do mundo.

Por outro lado, pensar que chegar ao 23 me deixa um ano mais perto dos 25 e do fim do potencial máximo de felicidade deixa-me num estado próximo daquilo que se poderia chamar de "crise."



publicado por Undómiel às 00:59
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
A minha primeira sauna

Estive, há umas semanas atrás, na Finlândia, país onde, dizem, nasceu a sauna. A ideia de entrar numa sala para transpirar, confesso, sempre me soou meio ridícula. De maneira que nunca tinha feito sauna. Apesar disso, quando viajo, acho importante reter o máximo da cultura do país de acolhimento. Por isso, experimentar a "verdadeira sauna" é obrigatório para quem vai à Finlândia. Nunca antes me tinha questionado realmente acerca dos efeitos e motivações que conduzem as pessoas à sauna. Resumidamente, sauna sempre foi uma matéria que me passou ao lado.

Antes do Natal, comecei a minha "educação para a sauna" com o filme Steam of Life. Este documentário mostra muito sobre o que é a sauna na Finlândia e foca aquilo que, também para mim, é o seu verdadeiro significado: as relações entre as pessoas.

A sauna não é só uma sala aquecida a lenha ou a electricidade onde as pessoas se sujeitam, nuas, ao calor e ao vapor para melhorar a circulação e purificar o espírito. Em vez disso, a sauna é um dos locais, talvez devido à temperatura, talvez devido à exibição dos corpos, onde as pessoas, normalmente frias, esquecem as normas escandinavas de relacionamento e falam abertamente sobre tudo, incluindo assuntos pessoais ou sentimentais.

É um cliché acusar de frias as pessoas da escandinávia e, especialmente, da Finlândia. No entanto, o cliché não é totalmente infundado. Não é que seja impossível aproximarmo-nos à primeira tentativa de um Finlandês, mas é certo que não é a coisa mais fácil do mundo ficar totalmente à vontade antes de estar com um finlandês umas quantas vezes. A regra muda, no entanto, se se fizer sauna com um finlandês.

Estive cerca de duas semanas na Finlândia, em férias. Passei cinco dias em Turku, a quinta cidade do país, e sete dias em Helsínquia. Comecei por Turku, Capital Europeia da Cultura. Aí, fiquei em casa de um casal, numa casa com sauna. Antes de ir não conhecia nenhum dos donos da casa.

Em Helsínquia estive num apartamento sem sauna, que partilhei com uma rapariga Finlandesa que tinha conhecido na Dinamarca. Já tinha estado com ela durante umas horas antes de passar estes dias com ela, em Helsínquia.

Mal cheguei a Turku, depois de jantar, fui fazer sauna, pela primeira vez, com a dona da casa e uma amiga dela. Nunca tinha falado com nenhuma delas. Uma vez na sauna, no entanto, a conversa fluiu estranhamente bem. Poucas horas depois parecia que sabiamos tudo umas sobre as outras. Os dias seguintes passaram rapidamente, já que havia sempre algo de que falar e a empatia criou-se de imediato, na sauna.

Em Helsínquia, pelo contrário, a conversa nunca chegou ao ponto de naturalidade da conversa em Turku, apesar de já conhecer a rapariga que me deu guarida. Com ela, mesmo ao fim de vários dias, a conversa soou sempre mais a monólogo e eu tive de me esforçar para evitar silêncios desconfortáveis.

 

Até agora, a sauna de Turku continua a ser a única que experimentei. De futuro, se voltar a experimentar, vou estar mais atenta a este poder oculto de aproximação das pessoas.



publicado por Undómiel às 12:13
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
Um ano depois

As minhas férias começaram há alguns momentos. Imediatamente fui tomada por uma estranheza inesperada: já passou quase um ano desde que cheguei à Dinamarca e tenho, em princípio, o meu primeiro ano de mestrado pronto. É muito estranho. 

Não que nada tenha acontecido, pelo contrário. A verdade é que tudo parece ter acontecido muito depressa. Quase depressa demais. O momento das decisões aproxima-se demasiado depressa. E o meu medo do futuro também.

Ser criança é tão mais fácil que ser "crescido".



publicado por Undómiel às 10:49
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Decisões

Sempre odiei tomar decisões. E quanto mais importantes são, pior.

À medida que as pessoas crescem a questão das decisões agrava-se. É preciso tomar cada vez mais decisões e elas vão-se tornando cada vez mais importantes.

Eu gostava que tomassem decisões por mim.

 

Neste momento, preciso que alguém decida por mim o que vou fazer depois do meu estágio. Trabalhar ou fazer mestrado? Em qualquer dos casos: em quê? E onde? Em Portugal ou fora?

 

E o pior é que estou convencidíssima que estas três decisões vão decidir o rumo da minha vida. E eu que não gosto de coisas definitivas...

Ai ai

 



publicado por Undómiel às 23:05
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Estou velha.

Não por ter feito anos há pouco, não por estar a trabalhar, não por ter acabado a licenciatura... Mas porque já não me apetece sair à noite, quando saio volto a casa cedo e é difícil encontrar uma pessoa que me desperte alguma curiosidade (interesse).



publicado por Undómiel às 21:50
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 23 de Março de 2009
A Maura... aprende fotografia 2

Fotografar detalhes é garantia de qualidade. 



publicado por Undómiel às 20:46
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

A Maura... aprende fotografia 1

É muito fácil criar ilusões e enganar as pessoas. 



publicado por Undómiel às 20:46
link do post | comentar | adicionar aos favoritos