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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Às vezes...

Às vezes, como sou uma boa emigrante, dá-me a saudade. A minha saudade normalmente funciona como desejos de grávida e não é motivada por acontecimentos específicos, é, só, uma coisa que me dá.

Hoje, no entanto, deu-me a saudade depois da leitura de um parágrafo no Ipsilon online.

Quando estudava em Aveiro, o Ipsilon era o meu companheiro das viagens de comboio entre Coimbra e Aveiro. Depois, durante a minha curta estadia em Lisboa, foi o meu companheiro das viagens de autocarro entre o interior esquecido e a capital. Agora que estou emigrada, o entusiasmo é forçosamente diminuido. Há uns meses atrás ainda assinava o jornal e todas as sextas-feiras começava o dia com o Ipsilon. Agora, leio só quando o Facebook manda. Significa isto que, nos últimos tempos, o Ipsilon tinha deixado de ser o companheiro que fora em tempos. Daqui a minha surpresa com a reacção de hoje.

Sempre gostei especialmente do senhor Mário Lopes, que já escreve ali há bastante tempo. Mas desconhecia este poder "despertador da saudade" da sua escrita.

Nesse artigo sobre o amigo do violino e do assobio, o senhor Mário Lopes lembrou-me que nunca vou conseguir perceber bem um artigo de jornal numa língua diferente do português. Não só pela língua em si, mas pelas referências culturais, tipo de humor usado, e pela língua em si também. Em português eu percebo realmente o que significa a escolha de uma dada posição de uma palavra, a escolha de uma palavra específica, de um grau de um adjectivo, identifico as palavras "raras", etc.

Com isto tudo, o senhor Mário Lopes pode ser responsabilizado não só pelo despertar da saudade, mas também pelo despertar da saudade da comunicação mais (pelo menos aparentemente) eficaz. Já não sei quem é o académico que diz que a comunicação é um dos processos mais dificeis mas, seja quem tiver sido, tem razão.



publicado por Undómiel às 07:52
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Lisboa

Há uns dias atrás disse no twitter que "Portugal está em Lisboa".

Desde que regressei da Alemanha tenho dividido o meu tempo entre Pedrógão, a terra da minha mãe e Lisboa. Lisboa porque sou voluntária na edição deste ano da Experimenta Design. Estranhamente, pelo menos para mim, encontrei na capital de Portugal gente de todo o país que já não via há algum tempo. Lisboa é o melhor ponto de encontro de Portugal. Até a família dá para encontrar por acaso!



publicado por Undómiel às 11:01
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Portugal, sweet Portugal

Mesmo depois de um regresso, no mínimo, estranho, consigo dizer Portugal, sweet Portugal.

 

Durante a viagem Palma de Maiorca - Lisboa (que não estava prevista, mas isso é outra história) a minha cabeça já divagava sobre uma próxima viagem, eventualmente a Viena, ou a Roma, ou à Bélgica, algures. Mas, quando aterrei o meu pensamento já era "ah! Portugal!". E agora quero ficar no país de Luís de Camões durante algum tempo. Realmente, como dizia o senhor taxista que me conduziu até ao Oriente, "não há povo como o português".

Já tinha saudades daquelas coisas que só em Portugal acontecem, como apanhar um taxi em que o taxista é duma terra muito próxima da terra do meu pai (daquelas que pouca gente sabe existirem); do país em que as pessoas do norte falam alto e as do sul nem tanto; de apanhar um comboio super cheio que liga cidades importantes e pagar menos de 30€, de estar com a familiazinha e andar à porrada com a minha irmã.

 

Portugal, sweet Portugal, home, sweet home.

Senti-me, de facto, e depois do Walter mo dizer, "welcome back".



publicado por Undómiel às 09:41
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Presa em Berlim

 À moda do Bruno Aleixo digo:

"Nunca compres u bilhete de ida e volta se não vais usar a ida. Cancelam-to".



publicado por Undómiel às 12:26
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