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Terça-feira, 26 de Junho de 2012
A Carochinha e o João Ratão

Há cerca de uma ano atrás escrevia aqui sobre a minha primeira sauna e o seu valor socio-emocional. Cerca de um ano depois, volto ao país da sauna e volto, portanto, a fazer sauna. Volto a insistir em experimentar uma forma "tradicional" da coisa. Há um ano atrás, experimentei uma versão caseira e antiga. Desta vez, experimentei uma versão igualmente antiga, mas desta vez mais pública. Há um ano atrás, partilhei a sala aquecida com duas raparigas. Desta vez, partilhei a sala com dezenas de pessoas de todas as idades. A minha companhia preferida foi a senhora meia velhota mas fit, com um fato de banho discreto e um gorro típico que insistia em atirar água para as pedras. Ela não dirigiu uma única palavra àqueles que com ela partilhavam a sala naquela altura, mas parecia que queria torturar a percentagem estrangeira que a visitava naquele momento. Por momentos pensei que ela era, na realidade, uma espécie de bruxa escandinava que estava a tentar transformar todos os presentes em Joões Ratões. E depois saí da sala. E mergulhei nas águas geladas do lago mais próximo. Voltei a ser a Carochinha (se calhar porque tinha um fato-de-banho tamanho de criança e com duas listas cor-de-rosa vestidas).

 



publicado por Undómiel às 22:52
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Os meus hábitos de viagem...

... começam a tornar-se estranhos. Na verdade, não é bem aos hábitos de viagem que me refiro, mas aos padrões que definem e caracterizam as minhas viagens, que começam a transformar-se em hábitos. Hábitos esses que eu gostava de não ter. Falo, nomeadamente, do meu mais recente hábito de perder alguma coisa de cada vez que viajo. Apercebi-me deste padrão na minha última viagem, até à Finlândia.
No espaço de um ano já perdi a carteira e o guarda-chuva em Veneza, a tampa da lente da máquina fotográfica em Dusseldorf, e o lenço/echarpe/manta de piquenique em Helsínquia. O bright side deste padrão é que a tendência parece ser a perder coisas cada vez menos valiosas. Pode ser que, da próxima vez, o valor perdido seja 0 e se traduza em não perder nada. 



publicado por Undómiel às 00:46
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