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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Os maravilhosos países com problemas psicológicos

Acho que tenho um fraquinho por países com problemas psicológicos.

Portugal, um dos, senão 'o', meu país preferido, funciona com base na corrupção e tem por canção nacional o Fado, a coisa mais melancólica que existe no planeta Terra. Além disso, Portugal vive ainda em constante depressão pós-glória (ou pós-colonialismo - em Portugal 'glória' e 'colonialismo' parecem sinónimos).

A Alemanha, país fascinante, luta há mais de 10 anos pela reunificação e integração da gigante massa imigrante ao mesmo tempo que segura o barco União Europeia. Até agora, parece estar a ser bem sucedida nas últimas duas tarefas, não tanto na primeira.

A Bélgica, descobri esta semana, é o terceiro país na lista dos maravilhosos países com problemas psicológicos. A Bélgica tem o tamanho de uma ervilha e, mesmo assim, tem espaço para grandes divisões, 3 línguas oficiais e consegue estar sem governo há mais de um ano, apesar de acolher os orgãos administrativos da União Europeia. Este cenário é, no mínimo, irónico. A separação entre as várias regiões é de tal maneira forte que até a representação Belga na eurovisão é alternada entre as partes de língua francesa e holandesa. No meio disto tudo, ainda há espaço para a afirmação de uma cultura de origem germânica honesta e cidades-museu que parecem tiradas de contos-de-fadas. 



publicado por Undómiel às 12:12
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
A Eurovisão. E não estou a brincar.
eurovision song context

 

O festival eurovisão da canção (adoro o nome em português) não tem, hoje, a importância (ou será valor?) que tinha há umas décadas atrás. Pelo menos em grande parte dos países tidos como "fundadores". Prova disso é que, sempre que alguém diz gostar da eurovisão, o mais provável é ser gozado. É o que acontece comigo. Aliás, já dei por mim várias vezes a dar desculpas porque eu própria me sinto culpada por gostar da eurovisão. A minha desculpa recorrente é "sofri uma lavagem cerebral", desculpa que tem o seu quê de verdade e o seu quê de mentira. 

A verdade é que, se hoje presto especial atenção ao festival e não uma "atenção média" é porque, durante a Licenciatura, tive um colega de turma que tem um grande poder de persuasão no que diz respeito à Eurovisão. Ele provou que, de facto, é possiível convencer alguém a gostar da eurovisão mais do que de muitas outras coisas, afinal o festival, se não for mais nada (o que não é verdade), é incrivelmente divertido. A parte falsa da minha desculpa é que, apesar de ter sido persuadida no sentido de me tornar "fã a sério", a escolha foi minha. Eu poderia não ter cedido aos "ensinamentos" do "meu evangelizador eurovisivo" mas decidi cair em tentação e assumir que há ali qualquer coisa a que vale a pena prestar atenção.

No ano passado tornei-me membro da OGAE Portugal, associação oficial de fãs da eurovisão. Este ano fui a Dusseldorf assistir ao festival, ao vivo.

Percebo que muita gente seja anti-eurovisão, mas também acho que se criaram muitos preconceitos que deixam envergonhados potenciais fãs, o que é uma pena. A eurovisão não é um fenómeno mas é, certamente, digna de análise. E o que é mais maravilhoso acerca dela é que essa análise pode olhar a todo um conjunto de elementos. Desde as músicas e países a concurso até à dimensão do espectáculo televisivo, passando pela política, a eurovisão tem muito que e lhe diga, por muito que a queiram ignorar.



publicado por Undómiel às 11:05
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