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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Os maravilhosos países com problemas psicológicos

Acho que tenho um fraquinho por países com problemas psicológicos.

Portugal, um dos, senão 'o', meu país preferido, funciona com base na corrupção e tem por canção nacional o Fado, a coisa mais melancólica que existe no planeta Terra. Além disso, Portugal vive ainda em constante depressão pós-glória (ou pós-colonialismo - em Portugal 'glória' e 'colonialismo' parecem sinónimos).

A Alemanha, país fascinante, luta há mais de 10 anos pela reunificação e integração da gigante massa imigrante ao mesmo tempo que segura o barco União Europeia. Até agora, parece estar a ser bem sucedida nas últimas duas tarefas, não tanto na primeira.

A Bélgica, descobri esta semana, é o terceiro país na lista dos maravilhosos países com problemas psicológicos. A Bélgica tem o tamanho de uma ervilha e, mesmo assim, tem espaço para grandes divisões, 3 línguas oficiais e consegue estar sem governo há mais de um ano, apesar de acolher os orgãos administrativos da União Europeia. Este cenário é, no mínimo, irónico. A separação entre as várias regiões é de tal maneira forte que até a representação Belga na eurovisão é alternada entre as partes de língua francesa e holandesa. No meio disto tudo, ainda há espaço para a afirmação de uma cultura de origem germânica honesta e cidades-museu que parecem tiradas de contos-de-fadas. 



publicado por Undómiel às 12:12
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
O muro e o mundo, o de hoje

Na última semana falou-se muito sobre a Queda do Muro de Berlim. Na última semana eu li muito sobre o muro de Berlin. Na última segunda-feira comemoraram-se os 20 anos sobre a queda do muro.

Nos últimos tempos tem-se também falado sobre a questão dos minaretes na Suíça e do medo da "ocupação islâmica". Ironicamente, por um lado, festejamos a libertação e a união e, por outro, tentamos motivar a divisão. Por um lado assumimos os sinais do tempo e, por outro, tentamos rejeitá-los.

Com a queda do muro festejamos, um pouco, o capitalismo, que parece ter como consequência a globalização. Até aqui todos pareciam importar-se pouco com isso. Toda a gente parece adorar ter lojas da Zara onde quer vá, comparar os preços da Gant em vários países, etc. Mas quando se fala de construir locais de culto islâmico no ocidente ficamos de pé atrás. Quando é preciso assumir uma verdadeira consequência da globalização que não tem a ver com consumir, ficamos de pé atrás.

 

Definitivamente, ainda há muito a fazer na Europa e no mundo.

 

Dizia-se, no Público, que "hoje a imagem que estará talvez mais presente na mente das pessoas mais jovens já não é a da festa de Berlim mas a das Torres Gémeas de Nova Iorque. O que é feito das esperanças numa nova ordem mundial em que acreditávamos em 1989?". E a forma como faz sentido preocupa-me. O artigo está aqui.



publicado por Undómiel às 23:52
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
Pelos pontos mais turísticos de Portugal

Já estive numas quantas cidades europeias, em cerca de 8 países diferentes. Não é muito, mas é irónico. Irónico porque pouco conheço do meu próprio país.

Na semana passada estive em alguns dos pontos de Portugal que mais turistas estrangeiros atraem, como se eu própria fosse uma turista estrangeira. Algumas pessoas acreditaram que eu era, realmente, uma turista estrangeira.

Serei estrangeira em todos os sítios onde vou que não são a minha casa?



publicado por Undómiel às 14:14
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