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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Portugal, sweet Portugal

Mesmo depois de um regresso, no mínimo, estranho, consigo dizer Portugal, sweet Portugal.

 

Durante a viagem Palma de Maiorca - Lisboa (que não estava prevista, mas isso é outra história) a minha cabeça já divagava sobre uma próxima viagem, eventualmente a Viena, ou a Roma, ou à Bélgica, algures. Mas, quando aterrei o meu pensamento já era "ah! Portugal!". E agora quero ficar no país de Luís de Camões durante algum tempo. Realmente, como dizia o senhor taxista que me conduziu até ao Oriente, "não há povo como o português".

Já tinha saudades daquelas coisas que só em Portugal acontecem, como apanhar um taxi em que o taxista é duma terra muito próxima da terra do meu pai (daquelas que pouca gente sabe existirem); do país em que as pessoas do norte falam alto e as do sul nem tanto; de apanhar um comboio super cheio que liga cidades importantes e pagar menos de 30€, de estar com a familiazinha e andar à porrada com a minha irmã.

 

Portugal, sweet Portugal, home, sweet home.

Senti-me, de facto, e depois do Walter mo dizer, "welcome back".



publicado por Undómiel às 09:41
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009
tenho saudades de aveiro...

... e da rotina aveirense.

 

Das novelas,

do Clandestino e do Mercado negro,

dos jantares,

de ir para casa às 6h vinda do bar das residências,

das noitadas a estudar para os exames,

das minhas cortinas às riscas e dos móveis do IKEA,

de ouvir os amigos a falar mal das minhas relações,

da tomatada da Inês,

das idas ao Jumbo,

do carro do Luís,

de ir à Fanepão comprar croissants de manhã, antes de ir de fim-de-semana,

das noites sem fazer nada em casa do Neto,

das poesias,

as ideias surrealistas do João,

as divagações à la TVI com o Walter,

a arte, a filosofia e a lucidez com a Maria,

do Luís,

os cartuchos da Ramos,

de encontrar toda a gente nas várias mesas do DeCA, sempre com os seus portáteis à frente,

da Inês,

da Marília,

de conduzir o carro dos outros,

de fazer planos e não os cumprir,

de cozinhar para mais que uma pessoa,

do "cai neve em Nova Iorque",

de bater na janela do Álvaro à noite,

da Avenida do Oita,

de dormir numa cama de casal,

dos pássaros do vizinho de baixo,

do vinho tinto

... 



publicado por Undómiel às 02:55
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Munique e Colónia à boleia

Nunca tinha andado à boleia (ou "à boleia da maneira moderna de andar à boleia"). Andei durante o fim-de-semana e gostei. Andar à boleia tem mais encantos que andar de comboio. E agora já sei.

 

Na Alemanha, o equivalente ao deboleia.com é muito popular. O link é mitfahrgelegenheit.de e é mesmo de confiança. Eu fiz, assim, Weimar-Munique, Munique-Colónia (num Audi!) e Colónia-Weimar (com um cão!) e gostei. A maior vantagem é que realmente dá para conhecer pessoas. As pessoas são obrigadas a falar umas com as outras, mesmo por uma questão de educação. E isso, obviamente, obriga a que se conheçam pessoas e traz muitas histórias para contar.

 

O rapaz que conduziu o carro em que fui até Munique era natural de Weimar. Foi uma novidade para mim conhecer pessoas mesmo de Weimar, por muito estranho que pareça. Mas até ele dizia que Weimar é uma cidade muito bonita e agradável desde que não se passe aqui demasiado tempo. Aliás, ele ia para Munique trabalhar porque já não conseguia estar muito tempo em Weimar. Eu fui para Munique porque já não conseguia estar mais em Weimar, estava a sentir-me claustrofóbica. (Mesmo agora, depois de voltar, continuo a sentir. Mas já só faltam 3 dias para deixar a cidade de Goethe, Schiller e da primeira Bauhaus.) Foi muito interessante ouvir pela primeira vez o testemunho de um verdadeiro "autóctone". 

Além disso, o rapaz sabia falar espanhol, já tinha trabalhado em Dublin e tem contactos na Lufthansa.

Resultado da primeira viagem à boleia pela Alemanha: aposta ganha.

 

A viagem seguinte, Munique-Colónia, também teve muito que se lhe diga. A viagem foi feita num Audi preto conduzido por um rapaz novo um pouco azeiteiro muito orgulhoso do seu carro. Antes da viagem, para acertar pormenores e pontos de encontro falei com ele umas três vezes e em todas elas ele realçou que tinha um "black Audi". Personagem muito interessante.

O carro ia cheio. Além de mim e do condutor, iam 3 outras pessoas que formavam um grupo muito improvável: um DJ austriaco que conhece pessoalmente os Buraka Som Sistema, um senhor imigrante da Polónia com cerca de 50 anos e uma professora de Música muito simpática. Fascinante. O senhor DJ era especialista em bebidas brancas e chocolate. Falou desses dois temas durante pelo menos uma hora. E quando eu disse que os Buraka Som Sistema eram portugueses ele quase que me queria bater: "não são nada! eles são nigerianos!". Eu calei-me, assustada, e encolhi-me no banco.

 

O senhor polaco de 50 anos ficou, não em Colónia, como os restantes passageiros, mas numa cidade próxima de Frankfurt. Ontem, em conversa com uma das minhas compinchas erasmeiras vinda da Polónia fiquei a saber que essa é a região para onde emigram os Polacos que vêm para a Alemanha. O senhor, quando eu disse que era portuguesa, disse que conhecia uma cantora portuguesa dos anos 70 cujo nome não se lembrava mas que tinha uma música que soava a qualquer coisa como "no te pass, no te pass". Apeteceu-me rir às gargalhadas. Mas tive vergonha. Mais tarde, ainda durante a viagem, o senhor foi ao youtube com o seu telemóvel e encontrou o vídeo da música de que estava a falar. A música era espanhola e o vídeo, apaixonante. Super anos 70, quase eurovisivo. O que a senhora dizia, na realidade, era "no te vas, no te vas". Ser espanhola feriu um pouco o meu orgulho português, mas perdoei.

Antes de se lembrar do telemóvel e de dizer "incrível, o que se pode fazer hoje com a tecnologia", enquanto ouviamos no rádio um daqueles programas de 'músicas pedidas', ele lembrou-se de ligar para a rádio para pedir a tal música. Não é querido? Felizmente sempre que ele tentou o telefone estava impedido.

 

A senhora professora de música era uma pessoa muito interessante e super simpática. Tão simpática que no dia seguinte me andou a mostrar Colónia e a explicar o funcionamento da cidade. Por outras palavras, ela foi a minha guia turística. E (eu achava que isto era impossível na Alemanha) até me pagou um eiscafé! Com ela, ainda fui a um concerto de piano e violoncelo numa das mil igrejas de Colónia. Agora tenho o email dela e quase somos amigas.

 

Não é maravilhoso o que acontece quando se anda à boleia?

 

Na viagem seguinte, Colónia-Weimar iam o senhor condutor, operário frustrado, daqueles que tem opinião em relação a tudo e acha que o alemão deve ser impingido aos turistas. A certa altura recusou-se a falar inglês. O que até nem foi mau de todo para eu treinar o meu alemão básico. Se bem que, durante a viagem, o tempo que não passei a dormir, passei calada a ouvir a minha música. Sim, fui anti-social, mas com o meu pobre alemão pouco mais podia fazer.

As outras duas personagens no carro eram uma senhora com os dentes enegrecidos do tabaco, de cabelo com duas cores, mini saia e botas de cano alto que não falava inglês. E espero que esta descrição seja suficiente para esclarecer de que "tipo de pessoa" se tratava...

Havia ainda um senhor recentemente divorciado e um pouco traumatizado em relação ao divórcio que quase contou toda a história da sua vida, ou pelo menos as razões do seu divórcio. Porque contou em alemão só percebi metade, ainda assim, deu para perceber que os dois senhores se divertiram muito a falar mal das mulheres em geral. O que é interessante, pensando que ambos são homens da Europa de Leste, ou seja, homens que não se aproximam de mulheres e quase têm medo delas, homens que dizem duma mulher latina coisas como "ri-se demais e estabelece demasiado contacto, toca num homem demasiado, mesmo sem o conhecer bem". 

 

Além das pessoas, também foi giro andar em auto-estradas sem portagens nem limites de velocidade, onde as pessoas realmente conduzem de acordo com as capacidades do seu "auto", e onde circulam carros de sítios tão diferentes como a Suécia, Reino Unido, Dinamarca, Roménia, Polónia ou Bélgica.

 

 

E pronto, depois desta análise quase sociológica das minhas experiências à boleia pela Alemanha, prometo para breve uma pequena descrição daquilo que foi "a Maura em Munique e em Colónia"...



publicado por Undómiel às 11:56
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Erasmus, o balanço II

Apesar de tudo, o tempo de Erasmus foi um tempo muito jeitosinho.

Afinal,

- estive em 5 países diferentes;

- fiz couchsurfing pela primeira vez;

- andei à boleia pela primeira vez;

- falei inglês 24h non stop pela primeira vez;

- percebi a dualidade Alemanha Ocidental-Oriental que ainda existe;

- aprendi C++ e o senhor professor disse que eu até podia estudar computer Science;

- estive numa universidade muito bem equipada;

- conheci, pela primeira vez, artistas plásticos em formação;

- vivi seis meses num país diferente de Portugal, num país de primeiro mundo;

- percebi o verdadeiro significado da palavra "saudade";

- aprendi a valorizar Portugal.

 

Uff (como eu era ignorante!)...



publicado por Undómiel às 21:40
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Erasmus, o cliché ou eu e os balanços

Erasmus pode não ser orgasmus.

Erasmus pode não ser sobre "comer pessoas".

Erasmus pode não ser só "conhecer pessoas de muitos sítios diferentes e fazer muitos amigos novos".

Erasmus pode não ser uma coisa social.

Erasmus pode ser uma experiência solitária.

Erasmus pode ser perceber que a imagem que temos de nós é errada.

Erasmus pode ser perceber quem somos.

Erasmus dificilmente pode não ser a descoberta de uma cultura.

Erasmus dificilmente não é comparação.

Erasmus pode não ser integração.

Erasmus também pode não ser conhecer só Erasmus.

Erasmus pode ser ter saudades.

Erasmus pode ser perceber o país-natal.

Erasmus pode ser falar mais que 3 línguas.

Erasmus pode ser descobrir novos defeitos em nós.

Erasmus pode ser conhecer muitas pessoas interessantes, mas poucas em profundidade.

 

Erasmus não pode ser vazio.

 

Erasmus é muito mais do que eu esperava que fosse. E não sei até que ponto estou contente com isso.



publicado por Undómiel às 01:06
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Bike Trip

 Definitivamente sou adepta de "Bike Trips". Devia fazer mais.

Tudo começou há quase um ano, assim. Em Fevereiro/Março passados fui à holanda. E como sempre me disseram "na Holanda, sê Holandês", um dos dias foi precisamente dedicado à exploração de parte do país em cima da bicicleta, assim. Ontem, pela primeira vez na Alemanha, dei um uso mais intensivo à minha bela Arabella, rosa, roxa e ferrugem. E que belo que foi!

 

Pela Alemanha, como na Holanda, existem vários percursos demarcados para bicicletas. Percursos longos e com características específicas. O que percorri ontem, juntamente com alguns dos meus colegas erasmus, foi um dos percursos ao longo do rio Ilm, o que banha Weimar. O percurso chama-se, traduzindo "vale do Ilm".

ver mapa

 

Não é exactamente o que está assinalado no mapa, mas próximo, as localidades que atravessámos são essas. E a distância não será muito além dos 20 Km.

O programa era percorrer o Ilmtal entre Weimar e Kranichfeld e voltar de comboio.

O percurso é muito bonito. Atravessa aldeias, campos e floresta e leva-nos ao verdadeiro coração da Alemanha. Ontem, um coração em festa, o que tornou a viagem ainda mais divertida.

Cruzámo-nos com muitos grupos de pessoas a festejar o dia do Homem e parámos em duas festas. Numa delas estivemos uma hora. Festa muito peculiar, essa. Além da normal cerveja e dos homens havia também música e um estranho one-man-show. O anfitrião e protagonista do espectáculo era um senhor que podia muito bem ser português: baixinho, barba grisalha e bêbedo. A certa altura agarra uma guitarra, simulou que tocava e começou a cantar por cima de uma música alemão aparentemente muito popular. Depois, veste uma saia, põe uma peruca aos caracóis, semelhante à que os palhaços falsos do carnaval usam mas em louro, e canta por cima de uma qualquer música cantada por uma mulher, com voz aguda. Estranho e hilariante, mas rápido. Quando o senhor acabou o seu espectáculo seguimos o nosso caminho através de campos e florestas, novamente, sob ameaça de chuva, até Kranichfeld. Uma vez em Kranichfeld, a primeira preocupação foi encontrar um "Biergarten" (tasco com jardim interior=esplanada onde se pode beber cerveja e, eventualmente, comer). Fomos parar a um sítio, mais uma vez, muito peculiar. Quase hino ao Kitsch, diria eu. Guardanapos laranja com bolinhas, cortinas de renda na porta, renda e flores nas cortinas das janelas, cadeiras de bambu com almofadinhas a condizer com as cortinas na sala de jantar interior e toalhas de mesa com igual padrão. A senhora que servia à mesa e que julgo que era também a dona do sítio, envergava um vestido de padrão igualmente floral com uma fita rosa, num estilo alemao-antigo. Cenário fascinante mas má cerveja, que nos mandou de volta para Weimar.

Foi uma bela Bike Trip. E quero fazer mais coisas destas!



publicado por Undómiel às 16:06
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Afinal foi falso alarme - porno

Diagrama de Gantt alinhavado, 3 ou 4 bons conceitos para desenvolver, uma página escrita sobre o projecto e o projecto morre. Mas morre de forma subtil:

- Qual é o teu background?

- Hum... Já fiz muita coisa, sempre em áreas diferentes. No que diz respeito a 'film', auxiliei na escrita de 3 coisas e participei no processo todo numa. Foi um dos piores trabalhos que já fiz na vida.

- Bom, então parece-me que podes oferecer essas tuas capacidades como 'writter' a outro grupo.

 

Estou deprimida. Sinto que desperdicei trabalho e ainda tenho que desenvolver mais os conceitos (= continuar a desperdiçar).

 

Além disto, descobri que, afinal, aqui espera-se que "os alunos, quando escolhem um projecto, sabem o que querem fazer e como o fazer.". Emoções do dia: depressão e medo.

Começo a sentir ameaçada a minha licenciatura.



publicado por Undómiel às 13:14
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Regresso a Portugal

 Volto a Portugal, que é como quem diz, a casa, daqui a 3 dias. Não podia estar mais ansiosa. Desde que comprei o vôo que faço a contagem decrescente. Há quase uma semana que comecei a fazer a mochila, mesmo que só possa transportar 10Kg e a mochila não seja assim tão grande. Obviamente, já a fiz e desfiz umas quantas vezes. E hoje vou voltar a desfazer. E talvez não seja a última vez.

Sinto-me uma criancinha. Vendo bem, não estou fora assim há tanto tempo. São quase 2 meses mas com visitas a velhos amigos pelo meio. A ansiedade talvez não devesse ser tanta. Por outro lado, como dizia a senhora Judy Garland, "there's no place like home", seja qual for a definição de "home" que adoptemos, caso queiramos enverredar por caminhos mais filosóficos. Espalhadas por Weimar há umas quantas sugestões...

Ainda não vi nenhum dos meus colegas estrangeiros em Weimar desesperados por ir para casa. Devo ser, realmente, muito jovenzinha de espírito, dependente ou fraca. Mas não caibo em mim de contente. (Como se pode depreender por este post deficiente de conteúdo.)



publicado por Undómiel às 19:53
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
a minha primeira vez num cinema 3d e o que se seguiu

 Ontem a minha turma de projecto foi ao cinema. Foi uma visita de estudo, para vermos como se faz, hoje, 3d no cinema. 3d esse que vamos, durante o semestre, explorar e adaptar à televisão, para perceber as possibilidades e limitações da tv do futuro, 3dtv.

Na verdade, já vi um filme em 3d, mas foi há muito muito tempo, no Pavilhão do Futuro, creio, na Expo'98. Foi há muito tempo e já mal me lembro. Também já fui a um IMAX, mas também é uma coisa completamente diferente, por isso, encarei esta sessão como a primeira num cinema 3d.

Depois de ler umas quantas coisas sobre 3dtv e equipamentos, tinha algumas expectativas. Julgava que a industria estava já altamente avançada. De facto, está, mas não tanto como eu julgava. Ainda assim, foi interessante e deu para perceber muita coisa, mesmo sendo um filme de animação e em alemão.

O filme era Monsters vs Aliens, a mais recente animação da dreamworks. Tecnicamente irrepreensível, no que diz respeito à animação, já no usufruto do 3 deu diria deixar um pouco a desejar. Em certos momentos o 3d estava mesmo interessante e as personagens saíam da tela e dirigiam-se ao espectador, outras vezes, em momentos em que fazia sentido que o mesmo acontecesse, não acontecia. Mas também não tenho outro ponto de referência, estou apenas a comparar com as minhas expectativas. Àparte dos aspectos técnicos, o filme cumpre a sua função, está cheio de referências cinéfilas simpáticas, desde Shreck (um pormenor no uniforme de uma das personagens) até Encontros Imediatos de Terceiro Grau, de forma não tão subtil, e a E.T. ou Indiana Jones. A história, no entanto, não surpreende. Mas também não é surpresa que se espera de um filme deste género.

 

 Depois do filme, algo completamente diferente (mas só para mim): os alunos saíram com os professores e todos falaram como se de uma saída de amigos de longa data se tratasse. Foi, provavelmente, das saídas mais interessantes que já fiz em Weimar. Definitivamente, a minha vida académica em Weimar rege-se por padrões bem diferentes dos portugueses. Mas era disso que eu vinha à procura, e é essa uma parte da definição de "Erasmus".

Definitivamente, gosto da Alemanha.



publicado por Undómiel às 14:27
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uma aula a sério II

Ontem tive o segundo encontro de projecto. Só agora é que realmente começámos a fazer alguma coisa. Foi das aulas mais interessantes que já tive. A certa altura discutimos (realmente todos) as particularidades do 3d, da realidade e do 2d, mas sem limites. Daí resultou que se discutisse, inclusivé, os conceitos filosóficos ligados à questão do 3d vs 2d e "será que existe realmente 3d?". Se eu tentasse fazer isto na maioria dos meios que frequento em Portugal seria, muito provavelmente gozada. Aqui não. Aqui fazia parte da aula. Juntamente com tópicos como "3d displays" ou "polarizadores". Definitivamente: estou no sítio certo.



publicado por Undómiel às 13:31
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