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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Os maravilhosos países com problemas psicológicos

Acho que tenho um fraquinho por países com problemas psicológicos.

Portugal, um dos, senão 'o', meu país preferido, funciona com base na corrupção e tem por canção nacional o Fado, a coisa mais melancólica que existe no planeta Terra. Além disso, Portugal vive ainda em constante depressão pós-glória (ou pós-colonialismo - em Portugal 'glória' e 'colonialismo' parecem sinónimos).

A Alemanha, país fascinante, luta há mais de 10 anos pela reunificação e integração da gigante massa imigrante ao mesmo tempo que segura o barco União Europeia. Até agora, parece estar a ser bem sucedida nas últimas duas tarefas, não tanto na primeira.

A Bélgica, descobri esta semana, é o terceiro país na lista dos maravilhosos países com problemas psicológicos. A Bélgica tem o tamanho de uma ervilha e, mesmo assim, tem espaço para grandes divisões, 3 línguas oficiais e consegue estar sem governo há mais de um ano, apesar de acolher os orgãos administrativos da União Europeia. Este cenário é, no mínimo, irónico. A separação entre as várias regiões é de tal maneira forte que até a representação Belga na eurovisão é alternada entre as partes de língua francesa e holandesa. No meio disto tudo, ainda há espaço para a afirmação de uma cultura de origem germânica honesta e cidades-museu que parecem tiradas de contos-de-fadas. 



publicado por Undómiel às 12:12
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Portugal, sweet Portugal

Mesmo depois de um regresso, no mínimo, estranho, consigo dizer Portugal, sweet Portugal.

 

Durante a viagem Palma de Maiorca - Lisboa (que não estava prevista, mas isso é outra história) a minha cabeça já divagava sobre uma próxima viagem, eventualmente a Viena, ou a Roma, ou à Bélgica, algures. Mas, quando aterrei o meu pensamento já era "ah! Portugal!". E agora quero ficar no país de Luís de Camões durante algum tempo. Realmente, como dizia o senhor taxista que me conduziu até ao Oriente, "não há povo como o português".

Já tinha saudades daquelas coisas que só em Portugal acontecem, como apanhar um taxi em que o taxista é duma terra muito próxima da terra do meu pai (daquelas que pouca gente sabe existirem); do país em que as pessoas do norte falam alto e as do sul nem tanto; de apanhar um comboio super cheio que liga cidades importantes e pagar menos de 30€, de estar com a familiazinha e andar à porrada com a minha irmã.

 

Portugal, sweet Portugal, home, sweet home.

Senti-me, de facto, e depois do Walter mo dizer, "welcome back".



publicado por Undómiel às 09:41
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