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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Os maravilhosos países com problemas psicológicos

Acho que tenho um fraquinho por países com problemas psicológicos.

Portugal, um dos, senão 'o', meu país preferido, funciona com base na corrupção e tem por canção nacional o Fado, a coisa mais melancólica que existe no planeta Terra. Além disso, Portugal vive ainda em constante depressão pós-glória (ou pós-colonialismo - em Portugal 'glória' e 'colonialismo' parecem sinónimos).

A Alemanha, país fascinante, luta há mais de 10 anos pela reunificação e integração da gigante massa imigrante ao mesmo tempo que segura o barco União Europeia. Até agora, parece estar a ser bem sucedida nas últimas duas tarefas, não tanto na primeira.

A Bélgica, descobri esta semana, é o terceiro país na lista dos maravilhosos países com problemas psicológicos. A Bélgica tem o tamanho de uma ervilha e, mesmo assim, tem espaço para grandes divisões, 3 línguas oficiais e consegue estar sem governo há mais de um ano, apesar de acolher os orgãos administrativos da União Europeia. Este cenário é, no mínimo, irónico. A separação entre as várias regiões é de tal maneira forte que até a representação Belga na eurovisão é alternada entre as partes de língua francesa e holandesa. No meio disto tudo, ainda há espaço para a afirmação de uma cultura de origem germânica honesta e cidades-museu que parecem tiradas de contos-de-fadas. 



publicado por Undómiel às 12:12
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
2009 - o balanço

Eu tinha dito que não ia fazer um balanço de 2009 mas, como acabei por pensar nisso, cá está ele.

 

Os anos pares sempre foram, para mim, mais amorosos que os anos ímpares. 

talvez por isso, a palavra que usaria para descrever o meu 2009 seria "aventureiro".

 

Mundialmente, 2009 foi o ano, diria eu, de Obama e da Susan Boyle. Pessoalmente, 2009 foi o ano das viagens, o ano da emigração, o ano em que votei duas vezes e o ano em que fui ao Algarve pela primeira vez. Não foi mau, não.

3 meses e meio em Portugal, 5 meses na Alemanha e outros 3 e meio em Espanha com visitas à Holanda, Hungria, República Checa e Reino Unido pelo meio; 5 casas diferentes durante um ano; uma viagem por Portugal como guia turística de uma simpática latino-americana e um bocadinho de voluntariado. 

Muitas pessoas novas, muitos exemplos de vida, muitas histórias mas poucas novas amizades para a vida.

 

 



publicado por Undómiel às 21:32
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
O muro e o mundo, o de hoje

Na última semana falou-se muito sobre a Queda do Muro de Berlim. Na última semana eu li muito sobre o muro de Berlin. Na última segunda-feira comemoraram-se os 20 anos sobre a queda do muro.

Nos últimos tempos tem-se também falado sobre a questão dos minaretes na Suíça e do medo da "ocupação islâmica". Ironicamente, por um lado, festejamos a libertação e a união e, por outro, tentamos motivar a divisão. Por um lado assumimos os sinais do tempo e, por outro, tentamos rejeitá-los.

Com a queda do muro festejamos, um pouco, o capitalismo, que parece ter como consequência a globalização. Até aqui todos pareciam importar-se pouco com isso. Toda a gente parece adorar ter lojas da Zara onde quer vá, comparar os preços da Gant em vários países, etc. Mas quando se fala de construir locais de culto islâmico no ocidente ficamos de pé atrás. Quando é preciso assumir uma verdadeira consequência da globalização que não tem a ver com consumir, ficamos de pé atrás.

 

Definitivamente, ainda há muito a fazer na Europa e no mundo.

 

Dizia-se, no Público, que "hoje a imagem que estará talvez mais presente na mente das pessoas mais jovens já não é a da festa de Berlim mas a das Torres Gémeas de Nova Iorque. O que é feito das esperanças numa nova ordem mundial em que acreditávamos em 1989?". E a forma como faz sentido preocupa-me. O artigo está aqui.



publicado por Undómiel às 23:52
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
O mundo tem andado especialmente estranho nos últimos dias.

Primeiro, Espanha fica à frente da Alemanha no Human Development Index, segundo a ONU. (A ler aqui)

Depois, Barack Obama recebe o Nobel da Paz, com 9 meses de governo, obviamente insuficientes para assumir políticas de paz e notar os seus efeitos.

 

Com um mundo assim parece normal que em Espanha só se fale do Cristiano Ronaldo.



publicado por Undómiel às 12:07
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Lisboa

Há uns dias atrás disse no twitter que "Portugal está em Lisboa".

Desde que regressei da Alemanha tenho dividido o meu tempo entre Pedrógão, a terra da minha mãe e Lisboa. Lisboa porque sou voluntária na edição deste ano da Experimenta Design. Estranhamente, pelo menos para mim, encontrei na capital de Portugal gente de todo o país que já não via há algum tempo. Lisboa é o melhor ponto de encontro de Portugal. Até a família dá para encontrar por acaso!



publicado por Undómiel às 11:01
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Munique e Colónia à boleia

Nunca tinha andado à boleia (ou "à boleia da maneira moderna de andar à boleia"). Andei durante o fim-de-semana e gostei. Andar à boleia tem mais encantos que andar de comboio. E agora já sei.

 

Na Alemanha, o equivalente ao deboleia.com é muito popular. O link é mitfahrgelegenheit.de e é mesmo de confiança. Eu fiz, assim, Weimar-Munique, Munique-Colónia (num Audi!) e Colónia-Weimar (com um cão!) e gostei. A maior vantagem é que realmente dá para conhecer pessoas. As pessoas são obrigadas a falar umas com as outras, mesmo por uma questão de educação. E isso, obviamente, obriga a que se conheçam pessoas e traz muitas histórias para contar.

 

O rapaz que conduziu o carro em que fui até Munique era natural de Weimar. Foi uma novidade para mim conhecer pessoas mesmo de Weimar, por muito estranho que pareça. Mas até ele dizia que Weimar é uma cidade muito bonita e agradável desde que não se passe aqui demasiado tempo. Aliás, ele ia para Munique trabalhar porque já não conseguia estar muito tempo em Weimar. Eu fui para Munique porque já não conseguia estar mais em Weimar, estava a sentir-me claustrofóbica. (Mesmo agora, depois de voltar, continuo a sentir. Mas já só faltam 3 dias para deixar a cidade de Goethe, Schiller e da primeira Bauhaus.) Foi muito interessante ouvir pela primeira vez o testemunho de um verdadeiro "autóctone". 

Além disso, o rapaz sabia falar espanhol, já tinha trabalhado em Dublin e tem contactos na Lufthansa.

Resultado da primeira viagem à boleia pela Alemanha: aposta ganha.

 

A viagem seguinte, Munique-Colónia, também teve muito que se lhe diga. A viagem foi feita num Audi preto conduzido por um rapaz novo um pouco azeiteiro muito orgulhoso do seu carro. Antes da viagem, para acertar pormenores e pontos de encontro falei com ele umas três vezes e em todas elas ele realçou que tinha um "black Audi". Personagem muito interessante.

O carro ia cheio. Além de mim e do condutor, iam 3 outras pessoas que formavam um grupo muito improvável: um DJ austriaco que conhece pessoalmente os Buraka Som Sistema, um senhor imigrante da Polónia com cerca de 50 anos e uma professora de Música muito simpática. Fascinante. O senhor DJ era especialista em bebidas brancas e chocolate. Falou desses dois temas durante pelo menos uma hora. E quando eu disse que os Buraka Som Sistema eram portugueses ele quase que me queria bater: "não são nada! eles são nigerianos!". Eu calei-me, assustada, e encolhi-me no banco.

 

O senhor polaco de 50 anos ficou, não em Colónia, como os restantes passageiros, mas numa cidade próxima de Frankfurt. Ontem, em conversa com uma das minhas compinchas erasmeiras vinda da Polónia fiquei a saber que essa é a região para onde emigram os Polacos que vêm para a Alemanha. O senhor, quando eu disse que era portuguesa, disse que conhecia uma cantora portuguesa dos anos 70 cujo nome não se lembrava mas que tinha uma música que soava a qualquer coisa como "no te pass, no te pass". Apeteceu-me rir às gargalhadas. Mas tive vergonha. Mais tarde, ainda durante a viagem, o senhor foi ao youtube com o seu telemóvel e encontrou o vídeo da música de que estava a falar. A música era espanhola e o vídeo, apaixonante. Super anos 70, quase eurovisivo. O que a senhora dizia, na realidade, era "no te vas, no te vas". Ser espanhola feriu um pouco o meu orgulho português, mas perdoei.

Antes de se lembrar do telemóvel e de dizer "incrível, o que se pode fazer hoje com a tecnologia", enquanto ouviamos no rádio um daqueles programas de 'músicas pedidas', ele lembrou-se de ligar para a rádio para pedir a tal música. Não é querido? Felizmente sempre que ele tentou o telefone estava impedido.

 

A senhora professora de música era uma pessoa muito interessante e super simpática. Tão simpática que no dia seguinte me andou a mostrar Colónia e a explicar o funcionamento da cidade. Por outras palavras, ela foi a minha guia turística. E (eu achava que isto era impossível na Alemanha) até me pagou um eiscafé! Com ela, ainda fui a um concerto de piano e violoncelo numa das mil igrejas de Colónia. Agora tenho o email dela e quase somos amigas.

 

Não é maravilhoso o que acontece quando se anda à boleia?

 

Na viagem seguinte, Colónia-Weimar iam o senhor condutor, operário frustrado, daqueles que tem opinião em relação a tudo e acha que o alemão deve ser impingido aos turistas. A certa altura recusou-se a falar inglês. O que até nem foi mau de todo para eu treinar o meu alemão básico. Se bem que, durante a viagem, o tempo que não passei a dormir, passei calada a ouvir a minha música. Sim, fui anti-social, mas com o meu pobre alemão pouco mais podia fazer.

As outras duas personagens no carro eram uma senhora com os dentes enegrecidos do tabaco, de cabelo com duas cores, mini saia e botas de cano alto que não falava inglês. E espero que esta descrição seja suficiente para esclarecer de que "tipo de pessoa" se tratava...

Havia ainda um senhor recentemente divorciado e um pouco traumatizado em relação ao divórcio que quase contou toda a história da sua vida, ou pelo menos as razões do seu divórcio. Porque contou em alemão só percebi metade, ainda assim, deu para perceber que os dois senhores se divertiram muito a falar mal das mulheres em geral. O que é interessante, pensando que ambos são homens da Europa de Leste, ou seja, homens que não se aproximam de mulheres e quase têm medo delas, homens que dizem duma mulher latina coisas como "ri-se demais e estabelece demasiado contacto, toca num homem demasiado, mesmo sem o conhecer bem". 

 

Além das pessoas, também foi giro andar em auto-estradas sem portagens nem limites de velocidade, onde as pessoas realmente conduzem de acordo com as capacidades do seu "auto", e onde circulam carros de sítios tão diferentes como a Suécia, Reino Unido, Dinamarca, Roménia, Polónia ou Bélgica.

 

 

E pronto, depois desta análise quase sociológica das minhas experiências à boleia pela Alemanha, prometo para breve uma pequena descrição daquilo que foi "a Maura em Munique e em Colónia"...



publicado por Undómiel às 11:56
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Erasmus, o balanço II

Apesar de tudo, o tempo de Erasmus foi um tempo muito jeitosinho.

Afinal,

- estive em 5 países diferentes;

- fiz couchsurfing pela primeira vez;

- andei à boleia pela primeira vez;

- falei inglês 24h non stop pela primeira vez;

- percebi a dualidade Alemanha Ocidental-Oriental que ainda existe;

- aprendi C++ e o senhor professor disse que eu até podia estudar computer Science;

- estive numa universidade muito bem equipada;

- conheci, pela primeira vez, artistas plásticos em formação;

- vivi seis meses num país diferente de Portugal, num país de primeiro mundo;

- percebi o verdadeiro significado da palavra "saudade";

- aprendi a valorizar Portugal.

 

Uff (como eu era ignorante!)...



publicado por Undómiel às 21:40
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Manhã, ginásio e coisas

A Alemanha engorda. Por causa dela atingi um estado próximo da "gravidez aparente". Mas estou decidida a mudá-lo. Por isso, prometi a mim mesma que passaria a ir ao ginásio mais que uma vez por semana, que era a periodicidade que tinha adoptado desde que comecei a ir ao ginásio em Weimar.

Aquilo a que chamo ginásio é, na verdade, uma sala não muito grande com umas quantas máquinas típicas de ginásio, a que chamam "sala do cardiofitness", no complexo desportivo da Universidade.

Hoje, para respeitar a promessa que fiz a mim mesma e porque não tinha aulas de manhã, comecei o dia com ginásio.

Normalmente, quando lá vou, sou a única pessoa na sala. Hoje foi diferente. Quando cheguei, às 9h10, estava na sala um rapaz que daí a 5 minutos acabou a sua sessão. Fiquei sozinha, como de costume. Mas não seria assim por muito tempo. Às 9h20 chega uma senhora com idade entre os 60 e os 70 anos, muito sorridente, que parecia acabada de sair do cabeleireiro, com uma t-shirt às riscas brancas e azuis e umas bermudas do mesmo azul, justas. Fashion, basicamente. A senhora foi para a eliptica mesmo ao lado da minha, creio que na esperança de meter conversa comigo. Só tentou quando eu saí da máquina. Fez qualquer comentário que eu não percebi mas ao qual respondi "ah, ja" e sorri. Segui para a máquina seguinte. Entra uma outra velhota. Parecida com a primeira mas um pouco menos loura e com uma t-shirt lisa, mas também a condizer com as bermudas que trazia. Quando a primeira acabou a Eliptica foi ter com a segunda e as duas fizeram remo em paralelo. De vez em quando falavam uma com a outra.

Depois disto, de phones nos ouvidos, concentrei-me no meu jogging. Quando me voltei a lembrar que havia coisas à minha volta, a sala parecia estar cheia de pessoas com idades entre os 60 e os 70, com mais energia que eu e todos mais exercitados que eu. Só mulheres. Pouco depois entra aquele que será o único homem na sala. Careca, de calções e cheio de charme, imediatamente mete conversa com todas as senhoras da sala. A certa altura está a sala toda muito entretida e todos falam uns com os outros. De tal maneira que tenho de pôr a minha música mais alto. A minha conclusão é: este senhor realmente sabe como espalhar magia.  



publicado por Undómiel às 10:32
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Bike Trip

 Definitivamente sou adepta de "Bike Trips". Devia fazer mais.

Tudo começou há quase um ano, assim. Em Fevereiro/Março passados fui à holanda. E como sempre me disseram "na Holanda, sê Holandês", um dos dias foi precisamente dedicado à exploração de parte do país em cima da bicicleta, assim. Ontem, pela primeira vez na Alemanha, dei um uso mais intensivo à minha bela Arabella, rosa, roxa e ferrugem. E que belo que foi!

 

Pela Alemanha, como na Holanda, existem vários percursos demarcados para bicicletas. Percursos longos e com características específicas. O que percorri ontem, juntamente com alguns dos meus colegas erasmus, foi um dos percursos ao longo do rio Ilm, o que banha Weimar. O percurso chama-se, traduzindo "vale do Ilm".

ver mapa

 

Não é exactamente o que está assinalado no mapa, mas próximo, as localidades que atravessámos são essas. E a distância não será muito além dos 20 Km.

O programa era percorrer o Ilmtal entre Weimar e Kranichfeld e voltar de comboio.

O percurso é muito bonito. Atravessa aldeias, campos e floresta e leva-nos ao verdadeiro coração da Alemanha. Ontem, um coração em festa, o que tornou a viagem ainda mais divertida.

Cruzámo-nos com muitos grupos de pessoas a festejar o dia do Homem e parámos em duas festas. Numa delas estivemos uma hora. Festa muito peculiar, essa. Além da normal cerveja e dos homens havia também música e um estranho one-man-show. O anfitrião e protagonista do espectáculo era um senhor que podia muito bem ser português: baixinho, barba grisalha e bêbedo. A certa altura agarra uma guitarra, simulou que tocava e começou a cantar por cima de uma música alemão aparentemente muito popular. Depois, veste uma saia, põe uma peruca aos caracóis, semelhante à que os palhaços falsos do carnaval usam mas em louro, e canta por cima de uma qualquer música cantada por uma mulher, com voz aguda. Estranho e hilariante, mas rápido. Quando o senhor acabou o seu espectáculo seguimos o nosso caminho através de campos e florestas, novamente, sob ameaça de chuva, até Kranichfeld. Uma vez em Kranichfeld, a primeira preocupação foi encontrar um "Biergarten" (tasco com jardim interior=esplanada onde se pode beber cerveja e, eventualmente, comer). Fomos parar a um sítio, mais uma vez, muito peculiar. Quase hino ao Kitsch, diria eu. Guardanapos laranja com bolinhas, cortinas de renda na porta, renda e flores nas cortinas das janelas, cadeiras de bambu com almofadinhas a condizer com as cortinas na sala de jantar interior e toalhas de mesa com igual padrão. A senhora que servia à mesa e que julgo que era também a dona do sítio, envergava um vestido de padrão igualmente floral com uma fita rosa, num estilo alemao-antigo. Cenário fascinante mas má cerveja, que nos mandou de volta para Weimar.

Foi uma bela Bike Trip. E quero fazer mais coisas destas!



publicado por Undómiel às 16:06
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Man's Day

A Alemanha é um país um quanto machista.

Começando na língua: a palavra para "menina" não é do sexo feminino mas sem neutra e a palavra para rapaz é masculina. E depois nas tradições.

Ontem foi feriado nacional. Religioso. Assinalou-se o dia em que Jesus Cristo subiu aos céus. Mas a verdadeira celebração era outra. Celebrou-se, à boa maneira masculina e alemã, o dia do Homem.

A boa maneira masculina e alemã de celebrar o dia do homem é juntar os amigos e sair para beber cerveja até à exaustão. Grupos de jovens reúnem-se com carros de mão cheios de bebidas e vão de aldeia em aldeia fazer a festa. Às 10h já se bebe por aqui. E aos 13 anos, aparentemente, também. A alternativa a esta forma de festejo é reunir os amigos , homens, em festas pontuais onde o ingrediente principal é a cerveja e passar lá o dia (um pouco à moda das festas da terrinha em Portugal, mas sem a música pimba). Quando chega a hora do jantar regressa-se a casa. E durante o regresso é preciso dar provas de masculinidade e de bebedeira. Isso passa, por vezes, por dar porrada em pessoas aleatórias mas igualmente bêbedas e do sexo masculino ou, então, puxar o travão de emergência do comboio que está cheio e obrigar a uma paragem de uns quantos minutos. Vale que não se metem com estrangeiros ou, se metem, são simpáticos e falam um alemão simples para os estrangeiros perceberem e pensarem que os alemães são simpáticos.

 

E afinal, acabei de descobrir, oficialmente é dia do pai!



publicado por Undómiel às 15:51
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