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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011
Cuidado com o cônsul

Há dois dias atrás fui ao consulado português em Copenhaga para pedir informações sobre o processo de voto à distância. Nesse dia, falei sobre o voto antecipado à senhora que me atendeu e ela disse que a única forma de votar nas próximas eleições era através do recenseamento aqui e que o último dia era o dia seguinte, ontem.

Ontem, voltei ao consulado português em Copenhaga, munida de todos os documentos exigidos para o recenseamento. Cheguei cheia de satisfação por estar a cumprir um dever cívico e a contribuir, modestamente, para o futuro do meu país. (este pensamento fluía na minha cabeça ao ritmo do fado) É também cheia de satisfação que toco à campaínha, abro a porta e me dirijo ao balcão onde me tinha apoiado no dia anterior. A senhora encarregue de atender o público era a mesma que me tinha informado no dia anterior. E lembrava-se de mim. Lembrava-se tão bem que mal eu disse "boa tarde", ela sabia ao que é que eu vinha e foi directa ao assunto: "ai, desculpe, mas o prazo afinal acabava ontem. Recebemos uma nova ordem de Lisboa...". Apeteceu-me berrar à senhora. Em vez disso, voltei a falar do voto antecipado que, no dia anterior, ela tinha descartado. Ela faz um telefonema: "está aqui uma senhora estudante em Copenhaga, que não é erasmus e leu sobre o voto antecipado". Depois de pousar o telefone diz-me "tem razão. Contacte-nos no fim de Abril e pode votar antecipadamente. Precisa, para isso, de trazer um comprovativo de que é estudante aqui e o seu número de eleitor".

 

Mas que raio de serviço foi este? A eficácia portuguesa surpreende-me diariamente.



publicado por Undómiel às 09:26
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