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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Manhã, ginásio e coisas

A Alemanha engorda. Por causa dela atingi um estado próximo da "gravidez aparente". Mas estou decidida a mudá-lo. Por isso, prometi a mim mesma que passaria a ir ao ginásio mais que uma vez por semana, que era a periodicidade que tinha adoptado desde que comecei a ir ao ginásio em Weimar.

Aquilo a que chamo ginásio é, na verdade, uma sala não muito grande com umas quantas máquinas típicas de ginásio, a que chamam "sala do cardiofitness", no complexo desportivo da Universidade.

Hoje, para respeitar a promessa que fiz a mim mesma e porque não tinha aulas de manhã, comecei o dia com ginásio.

Normalmente, quando lá vou, sou a única pessoa na sala. Hoje foi diferente. Quando cheguei, às 9h10, estava na sala um rapaz que daí a 5 minutos acabou a sua sessão. Fiquei sozinha, como de costume. Mas não seria assim por muito tempo. Às 9h20 chega uma senhora com idade entre os 60 e os 70 anos, muito sorridente, que parecia acabada de sair do cabeleireiro, com uma t-shirt às riscas brancas e azuis e umas bermudas do mesmo azul, justas. Fashion, basicamente. A senhora foi para a eliptica mesmo ao lado da minha, creio que na esperança de meter conversa comigo. Só tentou quando eu saí da máquina. Fez qualquer comentário que eu não percebi mas ao qual respondi "ah, ja" e sorri. Segui para a máquina seguinte. Entra uma outra velhota. Parecida com a primeira mas um pouco menos loura e com uma t-shirt lisa, mas também a condizer com as bermudas que trazia. Quando a primeira acabou a Eliptica foi ter com a segunda e as duas fizeram remo em paralelo. De vez em quando falavam uma com a outra.

Depois disto, de phones nos ouvidos, concentrei-me no meu jogging. Quando me voltei a lembrar que havia coisas à minha volta, a sala parecia estar cheia de pessoas com idades entre os 60 e os 70, com mais energia que eu e todos mais exercitados que eu. Só mulheres. Pouco depois entra aquele que será o único homem na sala. Careca, de calções e cheio de charme, imediatamente mete conversa com todas as senhoras da sala. A certa altura está a sala toda muito entretida e todos falam uns com os outros. De tal maneira que tenho de pôr a minha música mais alto. A minha conclusão é: este senhor realmente sabe como espalhar magia.  



publicado por Undómiel às 10:32
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Comentários:
De Inês a 29 de Maio de 2009 às 18:54
lindo, queria cohecer um homem assim =)


De rita morais a 3 de Junho de 2009 às 21:51
Olá Maura. Venho aqui comentar algo que nada tema ver com o post.
Apeteceu "verborriar" e como sou uma pessoa que não tenho blog, ataco as caixas de comentários quando tenho apeteceres destes.

Foi-me esta vontade despoletada por algo que comentaste no blog da Maria (e daí vir para à tua caixa de comentário), que dizia algo assim "Na verdade, apesar de saber que este enterro marcou o fim de muita coisa, não senti grande coisa (aquilo que realmente interessa e as relações verdadeiramente importante continuam)."

E vim questionar-te. Porque eu não sei o que realmente interessa e não sei quais as relações que realmente importam, e já sinto uma falta tremenda de tudo. Já sinto quase muita tristeza por pensar que deixarei de ver quase todos e para sempre. E nem que seja só esse ver, essa falta dá-me, também, vontade de chorar.

Terei um problema crónico cm o conceito "fim"?

Pronto, desculpa lá o desabafo.

beijinho e espero que estejas óptima por aí:)


De Undómiel a 3 de Junho de 2009 às 22:25
Talvez o problema seja mais meu. Acho que sou eu que não entendo o conceito de "fim". Ou não quero entender. Ainda não percebi.


De rita morais a 3 de Junho de 2009 às 22:45
em todo o caso, não é pior, pois não?*


De Undómiel a 7 de Junho de 2009 às 16:11
o problema com o conceito de fim?


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