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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Hungria / Budapeste ou como consigo ver Portugal em todo o lado

Estive em Budapeste durante 4 dias e 4 noites. Não vi a cidade toda mas vi o que precisava ou talvez até mais do que precisava. Não sei se me apetece voltar. Não que a cidade seja feia, que não é; não que o país não tenha história, porque tem; não que o país não tenha uma cultura forte, porque tem; mas também tem prédios a cair, muitos e muitos pedintes. Não que isto não exista noutros sítios, mas em Budapeste os prédios a precisar de restauro são muitos e os pedintes são mais que o por mim tolerável. Outro factor que terá pesado neste meu sentimento não muito entusiasmado poderá ser o facto de ter estado em Praga imediatamente depois. Praga abafa qualquer outro sítio. Salvo seja.

 

Um dos problemas de Budapeste, quanto a mim, é o atraso geral da hungria, cerca de uma geração, pelo que eu me apercebi, em relação a Portugal. Só agora é que as pessoas começam a passar da agricultura para os serviços. Só agora é que as cidades começam efectivamente a crescer. A entrada na UE é recente e a preocupação com o turismo também. Talvez por isso a cidade não tenha um aspecto tão limpinho quanto eu esperaria.

 

Mas Budapeste não é só prédios a cair e a Hungria não é um país onde as pessoas andam todas só de carroça. Na verdade, tem umas quantas semelhanças com Portugal. A língua, dizem, figura entre as mais dificeis do mundo. O português também. O alfabeto húngaro tem mais uns quantos caractéres e os húngaros orgulham-se muito disso. Tal como os portugueses, creio, se orgulham da sua língua. O vinho húngaro é famoso e um importante produto nacional. Bem diferente do português, mas o facto do vinho ser produto nacional é outra característica que temos em comum. Até a população é em número semelhante aos 10 milhões de portugueses.

 



publicado por Undómiel às 13:32
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