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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Waltz with Bashir

Mas que filmaço! Decerto, um dos melhores dos últimos tempos. Em duas palavras: arrebatador e brutal. Brutal em vários sentidos. Por um lado, extraordinário e, por outro, é brutal no verdadeiro sentido da palavra, de brutalidade, de realidade. Waltz with Bashir lembrou-me de uma maneira extremamente desconfortável que existe uma realidade, noutra parte do mundo, que eu ignorava ou queria ignorar. A guerra.

Como diz a maria, "todos vivemos numa bolha" e agora percebi  quão pequena e cor-de-rosa é a minha. A guerra existe mesmo, não é só uma memória de pessoas como o meu pai que acabam por tornar as suas histórias em coisas leves e engraçadas. A guerra é uma coisa brutal, pessoas como cada um de nós, membros de famílias como as nossas morrem. E isso não é nada cor-de-rosa. E perceber isto é fazer silêncio quando o filme acaba e sentir-se pequeno, irrelevante e vazio. Foi assim que me senti quando as letras amarelas dos créditos começaram a percorrer o ecrã e é por isso que Waltz with Bashir é um grande filme.

 

Ainda não vi mais nenhum dos filmes candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas este é já merecedor do prémio.



publicado por Undómiel às 20:34
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Comentários:
De move a 15 de Fevereiro de 2009 às 21:48
Não percebi uma coisa... Ainda não viste??

ahahah.

A Maria deve andar a ver séries bonitas, deve. eheheh. Hoje vi um episódio de uma série (daquelas de miudos americanos e tal) e falava-se disso, a bolha!

Quando partes?

**


De Anónimo a 16 de Fevereiro de 2009 às 01:28
Por acaso não viste um episódio de 90210? é que vi um ep hoje que falava também na tal bolha, lol.


De ines a 15 de Fevereiro de 2009 às 23:13
saca, grava e deixa cá para eu ver quando chegar a portugal ;)


De violeta a 16 de Fevereiro de 2009 às 17:23
Não sei a que séries se referem, já que não correspondem às descrições daquelas que ando a acompanhar (talvez "Skins", com miúdos ingleses? :P), mas de qq forma o conceito de "bolha" de original não tem nada. O extraordinário é a capacidade do filme nos teletransportar para fora dela, criando um embate emocional que a Maura tão bem descreveu.

Voltámos para casa numa espécie de transe, mas valeu a pena. :)


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